Reflexões virtuais que se vão acumulando como pedra sobre pedra. Ora com mais cimento, ora mais soltas. Sem pretensão alguma, a não ser a de disponibilizar alguma ideia que "peregrine" nesta cabeça sobrelotada... Eu disse... sobreLOTADA!!

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Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2007

O outro olhar...

A semana passada deparei com uma pequena história que não resisto a partilhar neste espaço:

 

 

“Um bom homem recebeu a carta de um amigo que lhe comunicava que lhe ia oferecer um formoso tapete. Era precioso — dizia-lhe — e fazia os maiores elogios ao tapete precioso que iria receber, todo ele bordado a ouro; representava primorosamente cenas de caça belíssimas; as cores estavam perfeitamente conseguidas. O seu valor, numa palavra, era incalculável.

Poucos dias depois, bateram à sua porta para entregar o tapete.

Desembrulhou-o a toda a pressa e, ao vê-lo, não pôde deixar de se sentir defraudado. Aquilo não era senão um monte de fios mal distribuídos, sem formar desenho algum inteligível.

Aqui e ali via nós presos de qualquer maneira. Em nenhum sítio via aquelas maravilhosas cenas de caça de que a carta falava. Não será tudo fruto da imaginação do meu amigo? - chegou a pensar. Tantos elogios para tão pouca coisa.

De repente, e quase sem o notar, deu a volta ao tapete e respirou aliviado.

Infelizmente, tinha estado a vê-lo do avesso. Agora, sim, pôde admirar os riquíssimos matizes das cores, as belas cenas representadas... Enfim, pareceu-lhe que o seu amigo até era parco nos elogios”.

 

Bem vistas as coisas, os outros, os acontecimentos, a vida, merecem de nós um outro olhar. Um olhar que vença o preconceito, a pressa em ajuizar, a impaciência como incapacidade para acolher e conhecer a realidade de coração aberto, sem pressas, nem olhares distorcidos…

Este outro olhar vale também para nos ajudar a encarar as dificuldades e os problemas que a nossa vida também carrega. Há sempre uma abordagem alternativa que pode ajudar-nos a acolher, a interiorizar ou simplesmente a integrarmos de forma pacificada aquilo que nos é dado viver.

Encarada assim, a realidade é mais positiva e os outros tornam-se um pouco melhores, simplesmente porque os vemos com um outro olhar, um olhar novo: “A lâmpada do corpo são os olhos; se os teus olhos estiverem sãos, todo o teu corpo andará iluminado. Se, porém, os teus olhos estiverem doentes, todo o teu corpo andará nas trevas. E, se a luz que há em ti são trevas, como essas trevas serão grandes!” (Mt. 6, 22-23).

 

Pe. João Maria

publicado por p joaomaria às 23:54
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3 comentários:
De Sofia Matias a 5 de Março de 2007 às 17:54
Desde já parabéns pelo blog, vou-me tornar visitante assídua, já o coloquei nos favoritos. Está um blog, assim... agradável de ler e ajuda-nos a pensar. Por isso mesmo gostei desta história, apesar de algumas vezes ser isso que fazemos, devemos sempre dar uma segunda hipótese, um novo olhar aos outros!!
De Anomimo a 9 de Maio de 2007 às 16:31
Sou catolica e dantes ia sempre á missa, mas desde de ha uns meses para ca que tenho andado com os olhos um pouco tapados, onde me afastei do caminho de Deus e penso que se reflectiu um pouco na minha vida... Os meus olhos têm andado pouco iluminados e doentes, o que se fez sentir na mente... Agora que voltei de novo a caminhar junto de Deus a minha saude mudou, sinto-me bem melhor... Sera mais uma oportunidade??

Beijos e abraços...
De p joaomaria a 9 de Maio de 2007 às 19:23
Cara "anónima" das 16.30:
Há sempre oportunidades na vida...
Vale sempre a pena recomeçar.
Permita que lhe recorde as palavras de Miguel Torga:

Recomeçar

Recomeça…
Se puderes,
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances,
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só
metade.

M. Torga

Então, se sente o apelo a não desistir é seguir por diante pois caminhando se vai fazendo o caminho.
Um abraço

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