Reflexões virtuais que se vão acumulando como pedra sobre pedra. Ora com mais cimento, ora mais soltas. Sem pretensão alguma, a não ser a de disponibilizar alguma ideia que "peregrine" nesta cabeça sobrelotada... Eu disse... sobreLOTADA!!

.posts recentes

. Atenção é tornar profundo...

. Indicações para percorrer...

. Notícias breves

. Florescerá a justiça nos ...

. Rezando com um salmo

. Saber escutar

. Liberdade ou compromisso?

.arquivos

. Novembro 2013

. Março 2009

. Julho 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

Sábado, 28 de Julho de 2007

Saber escutar

Já lá vai quase uma semana, mas ainda tenho bem presente na memória (e sobretudo no coração) a palavra de Jesus “Maria escolheu a melhor parte [sentou-se aos seus pés a ouvi-lO]”.

Releio agora os apontamentos do prof. José Carlos Bermejo, sobre "Relação de ajuda" e de novo recordo a experiência da outra semana, em que nos dávamos conta, pelos exercícios práticos que no dava para fazermos, como é tão difícil escutar. Não apenas ouvir (com os ouvidos), mas escutar… para lá das palavras, entrando em comunhão com o mundo do outro, estabelecendo empatia, interessando-me verdadeiramente por ele e pelo que me diz e ainda pelo que sente e não me diz…

“Escutar é a diaconia da caridade nas orelhas” dizia o professor. Acrescento eu que nas orelhas e no coração. Dou-me conta de como é difícil… de como exige conversão… não no sentido moral, mas enquanto voltarmo-nos para o outro, deixarmos o nosso umbigo como centro gravitacional de referência…

E eu que dizia tantas vezes que tinha sido treinado para ouvir e que, portanto, estava mais habilitado a ouvir que a falar…

Eu que digo tantas vezes que rezar é mais ouvir o que Ele nos segreda no silêncio do nosso íntimo, do que aquilo que lhe dizemos e ele já sabe…

Afinal… ouvir (e ouvi-lO) é não apenas algo necessário, mas também a “melhor parte”. É um desafio para este tempo de férias – para mim e para quantos queiram.

PS: Não quero deixar de ter uma palavra para as “Martas” que generosamente preparam qualquer coisa que sirva de pretexto para a comunhão à volta da mesa. Em especial para tantas que habitualmente me presenteiam com essa dedicação por esta época do ano. Bem vistas as coisas, Maria escolheu a melhor parte, o que quer dizer que a parte da Marta também não deve ser má!!!

P. J. Maria

publicado por p joaomaria às 00:04
link do post | comentar | ver comentários (10) | favorito
|
Sábado, 7 de Julho de 2007

Liberdade ou compromisso?



“Não há liberdade a não ser a de «alguém» que vai para algum sítio… Libertar uma pedra nada significa se não existir gravidade. Porque a pedra, depois de liberta, não iria a parte nenhuma”. A. Saint-Exupéry


Fará sentido, ainda, alguém comprometer-se para toda a vida?
Domingo passado, a Liturgia da Palavra apresentava-nos a carta de S. Paulo aos Gálatas, que, no capítulo 5, diz assim: “Foi para a verdadeira liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permanecei firmes e não torneis a sujeitar-vos ao jugo da escravidão. Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Contudo, não abuseis da liberdade como pretexto para viverdes segundo a carne; mas, pela caridade, colocai-vos ao serviço uns dos outros”.
Domingo passado também, na nossa cidade um jovem entregou a sua vida, comprometendo-se, melhor dito, consagrando-se ao serviço da Igreja e da humanidade, como presbítero.
Que sentido pode ter um compromisso para toda a vida?

Neste mundo de hoje, em que a moda impõe a sua ditadura, o imediato é tirano, a(s) experiência(s) se valoriza, como caminho de verdadeira liberdade e felicidade… tudo o que seja a médio/longo prazo, parece perder qualquer hipótese de cidadania, sobretudo entre as camadas mais jovens da nossa população.
Ficou-me na memória o pensamento de S. Paulo: “pela caridade, colocai-vos ao serviço uns dos outros”.

Afinal,
Hoje, como ontem,
vamos saltitando de experiência em experiência,
procurando aqui e além.
Insaciáveis...
Às vezes parece que encontrámos.
Mas, vem logo aquela sensação de que afinal ainda não era bem aquilo...
"Criaste-nos para Vós, Senhor, e o nosso coração não repousa enquanto não descansar em Vós", dizia Stº Agostinho.
Deus, O único que nos basta. O único que nos enche as medidas.
Porque só Deus é Amor.
E, quando se encontra,
é-se contagiado pelo mesmo fogo.

O compromisso do Alberto como sacerdote é um testemunho de que é possível, hoje também, encontrar-se com este Deus e descobrir nEle a força para servir e a razão de viver.

P. João Maria

publicado por p joaomaria às 01:29
link do post | comentar | ver comentários (6) | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Novembro 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29

.links

.contador

anuncios gratis
anuncios gratis
blogs SAPO

.subscrever feeds