Reflexões virtuais que se vão acumulando como pedra sobre pedra. Ora com mais cimento, ora mais soltas. Sem pretensão alguma, a não ser a de disponibilizar alguma ideia que "peregrine" nesta cabeça sobrelotada... Eu disse... sobreLOTADA!!

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Segunda-feira, 19 de Março de 2007

Convite: "Reconciliai-vos com Deus (2Cor. 5, 20)

Recordei-me de dois poetas que falam desta insatisfação que experimentamos os filhos pródigos longe da casa paterna e da inércia que às vezes nos afceta para acolher este convite de S. Paulo. Ainda estamos a tempo, a Quaresma vai-nos desafiando e o Pai espera-nos.

Oiçamos, então, os poetas:

Os vossos corações estão a definhar de
Sede, e no entanto as nascentes da
Vida correm através da vossa
Casa – por que não bebeis?

K. Gibran, Segredos do coração, Livros da vida, Lisboa 1999, p.16.

E ainda Sebastião da Gama:


Trago no sangue o mistério
Daquele resto de estrada
Que não andei...

E era talvez ali
Que eu ia ser feliz...
Ali
Que viriam as Fadas p’ra contar-me
Os contos lindos de Princesas
E de Palácios
E de Florestas
Que ficaram por contar,
Ali que havia de abrir-se
O tal jardim
Com flores que nunca morrem
Ou, se morrem, há-de ser
Na pujança da frescura
Por medo de envelhecer…

Mas não passei além daquela curva...
O meu alento
Já dobrou e desistiu.
E eu sei também que há glória que me chama
E que tudo que digo aqui ou faço,
É só arremedar, adivinhar,
O que, pra lá da curva que não passo
Havia de fazer ou de dizer!
E eu sei tão bem
Que sem tomar nas mãos a Glória apetecida
Me não contento!...

Por que é que tu és só pressentimento,
Minha vida?!

Sebastião da Gama, Versos quase tristes, in Serra Mãe, Ed Ática Lisboa 1991 (6ª), 92-93.


publicado por p joaomaria às 23:53
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Sexta-feira, 16 de Março de 2007

Só o Amor invoca o amor

“O maior e mais certo motivo de ser amado é antecipar o seu amor quem quer alcançar o alheio. Todos os outros motivos, por mais fortes que pareçam, e por mais usados que sejam, conquistam vaidade e engano; mas não o verdadeiro amor. A formosura entretém os olhos; as dádivas enchem as mãos; a descrição lisonjeia os ouvidos, os regalos saboreiam o gosto; o poder e a majestade fazem dobrar os joelhos; mas sujeitar e render o coração, só o amor”.

Pe. António Vieira, Sermão da 1ª Sexta–feira da Quaresma

 
Mas, se é assim - e não há dúvida que é! - então por que razão continuamos a deixar que tanta coisa nos embote os sentidos e nos prenda com entusiasmos que não passam de pequenos fogachos que breve se apagam e deixam o sabor amargo a desilusão?!!!

É a natureza humana e a fragilidade que nos marca

Porém, isso não é trágico pois o nosso Deus não deixa de nos dar novas oportunidades de recomeçar. E de se alegrar com cada recomeço nosso. Como se cada um deles fosse para valer: temos que fazer uma festa e alegrar-nos porque o teu irmão estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi reencontrado" (Lc. 15, 32).

 

E como pode ser saboroso e de profunda alegria esse abraço terno e acolhedor que Deus nos dá!...

publicado por p joaomaria às 00:28
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Quarta-feira, 14 de Março de 2007

Quaresma - tempo de "purificação"

“Se as pessoas estivessem enamoradas pela vida não se anestesiariam para ela, não tomariam nada que os impedisse de se encontrarem com a sua amada. Mas as pessoas não estão apaixonadas pela vida e por isso passam todo o tempo a anestesiar-se para ela, a fugir dela…”


Agostinho da Silva em entrevista na RTP 2 (Reposição, dia 15/2/2006)

Porque a Páscoa é acontecimento central e decisivo na nossa caminhada de fé, ela requer de nós um tempo de preparação - a Quaresma que, habitualmente associamos a tempo de sacrifício, de renúncia, de tristeza, ou talvez nem sequer já identifiquemos com nenhum destes significados, por desconhecermos completamente o seu sentido. Mas, antes de ser sacrifico e renúncia, a Quaresma é um desafio a deixarmos tocar pelo amor de Deus revelado em Jesus Cristo, a deixarmo-nos apaixonar pelo seu projecto de vida que assume o clímax na radicalidade da entrega na Cruz: "a minha vida ninguém am tira; sou Eu que a dou" (Jo. 10, 18).

É que a sintonia com o projecto de Jesus apaixona e faz olhar para a vida como algo aberto e a construir-se. O encanto da vida cristã está em perceber que a existência tem um “para quê” a que precisamo responder sempre. Fazem parte da experiência desse encanto a gratidão apaixonada pelo dom da vida e a percepção da condição própria com seus limites. Aliás são elas que geram confiança e dão ousadia.

É em função dessa gratidão apaixonada que a Quaresma nos propões uma série de renúncias - o jejum, a abstinência, a partilha - são formas de nos "desintoxicarmos" de tanta coisa que chegamos a creditar que nos faz imensa falta, mas que, na realidade, apenas nos vai "anestesiando", tornando incapazes deste apaixonamento, de saborearmos o essencial do estar vivo e do viver com e para os outros.

Com o nosso Bispo, vamos da contemplação ao serviço.

publicado por p joaomaria às 22:28
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Quinta-feira, 8 de Março de 2007

Rezar com um salmo (Sl. 15)

 
Tu és o meu bem (Salmo 15)
 
1. Entrar no espírito deste salmo
Existe um ícone de Rublev que representa as três pessoas da Santíssima Trindade. Conta-se que um menino, ao contemplá-lo, disse: “Como estas pessoas são amigas entre si!” As três pessoas formam um círculo de amor, que está aberto em baixo, para que chegue até nós a sua entrega e assim podermos entrar na sua intimidade.
Deus Trindade, ou Deus Amor, apresenta-se a nós como um amigo diante do qual nos atrevemos a ser como somos. Com Ele respiramos livremente. Compreende-nos. Podemos estar calados diante dele, não há problema. Ele gosta de nós. Protege-nos. Podemos chorar com Ele, rir, cantar, amar. No lugar onde estamos, Ele vê-nos, conhece-nos, amam-nos.
 
2. Ler o Salmo
Guarda-me, Senhor: Tu és o meu refúgio.
Digo ao Senhor: «Tu és o meu bem!».
Senhor, parte da minha herança e do meu cálice,
o meu destino está nas tuas mãos.
 
Bendigo o Senhor que me aconselha,
E até durante a noite me inspira.
O Senhor está sempre na minha presença,
Com Ele a meu lado, não vacilarei.
 
Por isso o meu coração se alegra
e a minha alma exulta
e até o meu corpo descansa tranquilo;
porque não me abandonarás no túmulo,
nem deixarás o teu fiel conhecer a corrupção.
Tu me ensinarás o caminho da vida,
Me encherás de gozo na tua presença,
De alegria perpétua à tua direita.
 
3. Como rezá-lo?
· Entra na intimidade da Trindade, onde há uma comunicação tão viva de amor.
· Sê feliz e alegra-te, porque a Trindade quis fazer do teu coração a sua morada.
· Vive na sua presença, porque mesmo de noite, te ensina e te forma no seu amor.
· Diz ao Senhor que a tua sorte está nas suas mãos.
· Pede-lhe o que necessitas, mas sobretudo pede-lhe que esteja contigo, já que é a tua herança e nada mais quer do dar-se a ti.
 
4. Como vivê-lo?
Amar os outros é honrar o Espírito, pois eles são seus templos vivos. Respeita a dignidade de cada homem e de cada mulher, luta pela sua alegria. Orar em cada dia é dar glória a Deus, porque todo o ser humano é a Glória de Deus.
Conta-se que Leónidas, pai de Orígenes (autor cristão egípcio do século III), costumava beijar o peito do seu filho que estava a dormir, por reverência a Deus presente nesse tabernáculo vivo do coração do seu filho.
 
Adaptado de Rosário Gil e Pedro Tomás Navajas, Quaresma, tempo de oração, ed. Salesianas, Porto 2006, p. 50-52.
 
sinto-me:
publicado por p joaomaria às 00:55
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Domingo, 4 de Março de 2007

Ajustar-nos à Cruz - Via Crucis diocesana

De novo um (pequeno) grupo de valentes se fez ao caminho, levando a cruz, a alegria e boa disposição e a vontade de chegar pois a semana passada o Pe. Adelino – Director do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil – garantia que a alegria da chegada valia bem as bolhas nos pés e outras “mágoas” que aparecessem como marcas do caminho.

É verdade que chegar tem sempre a marca do triunfo, a sensação de ter conseguido, mas de outras alegrias e outras conquistas também se faz o caminho. Logo na reflexão da manhã o Pe. Adelino convidava a deixar as “muletas” para que o caminho fosse feito com liberdade, num andar decidido, ajustando-nos à cruz, pois esse é o repto da Pastoral juvenil para jovens e outros corajosos que queiram percorrer os caminhos da nossa Diocese ajustando os passos do caminhar da nossa vida à orientação que Jesus imprimiu à sua existência no meio de nós e que a Cruz exprime de forma tão significativa na radicalidade da entrega e no abandono confiante ao Pai.

Como o pequeno-almoço não tinha sido cumprido a rigor, a fome começou a fazer parte da comitiva e foi assim que tivemos que proceder ao restabelecer das forças pelo alimento partilhado em piquenique, onde não faltaram algumas especialidades da nossa culinária…

E, quase sem darmos conta (quase não houve bolhas!), vncemos a distância que nos separava do final de mais uma etapa, palmilhando o caminho atentos à natureza que nos rodeava num dia especialmente apropriado para caminhar, pela doçura do tempo e pelo ambiente calmo que nos proporcionou uma bela oportunidade para a reflexão, a oração, o convívio e até uma visita à cultura ancestral assinalada pela anta de S. Gens – outro modo de apontar para a vida no além que a cruz de Cristo nos abre não apenas como aspiração de imortalidade mas como certeza de uma vida que se transfigura em plenitude de Ressurreição, com o Evangelho do Domingo nos lembrava e como reflectíamos com a ajuda do Pe. Adelino, após a chegada à Igreja de Arez, onde nos esperava o Sr. Cónego José da Costa, Pároco de Nisa e anexas (Arez incluída).

Lá deixámos a Cruz, certos que no próximo Sábado, ela ajudará a caminhada de numeroso e animado grupo até Gavião.

Resta agradecer a colaboração de GNR de Alpalhão, Cruz vermelha de Portalegre, CNE de Mouriscas…

Até Sábado.

P. João Maria

publicado por p joaomaria às 00:24
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